A Escola Nacional Paulo Freire participou, nos dias 12 e 13 de março, na capital federal, da 4ª Reunião do Comitê Nacional de Educação Popular em Saúde (CNEPS). O comitê atua como um espaço estratégico de articulação entre movimentos sociais, instituições formadoras e a gestão pública, com o objetivo de fortalecer a Educação Popular em Saúde dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).
O encontro reuniu representantes de organizações de diversas regiões do país para debater os caminhos da Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS) e construir, de forma totalmente coletiva e participativa, o plano de trabalho do Comitê para o biênio 2026–2027.
Troca de experiências e construção coletiva
Para garantir um debate amplo e aprofundado, a programação do evento foi dividida em momentos estratégicos, que incluíram:
- Análise de conjuntura: para compreender os desafios atuais da saúde pública no Brasil;
- Debates sobre a implementação da política: avaliando os avanços e gargalos da PNEPS-SUS;
- Trabalhos em grupo e espaços de troca: compartilhamento de experiências entre as organizações e iniciativas populares que atuam diretamente nos territórios.
Essas atividades reafirmaram, mais uma vez, a importância da participação social não apenas na defesa, mas na construção contínua do SUS.
Os princípios da Educação Popular na Saúde
Instituída pelo Ministério da Saúde, a PNEPS-SUS é fundamentada em princípios essenciais para uma saúde humanizada, como o diálogo, a amorosidade, a problematização, a construção compartilhada do conhecimento e a emancipação.
A política busca valorizar os saberes populares e colocar os sujeitos coletivos como protagonistas na produção do cuidado e na defesa irrestrita do direito à saúde.
Nosso compromisso com a transformação
Como organização integrante do CNEPS, a Escola Nacional Paulo Freire reafirma seu compromisso inegociável com a formação política, a educação popular e o fortalecimento das lutas sociais. São essas lutas que constroem, no dia a dia dos territórios, um SUS verdadeiramente público, democrático e popular.
Seguimos na construção coletiva de práticas que articulam educação, saúde e organização popular, fortalecendo redes e experiências que transformam a nossa realidade a partir da participação ativa do povo.

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